Como se Tornar um Evangelizador.
Por Padre Rufus Pereira
23/09/2007 - 15h00
O evangelho de hoje é o evangelho de São Lucas. [Onde Jesus parece elogiar o mau
administrador que estava fraudando seu senhor no último dia de seu trabalho.]
É um evangelho bem perturbador, mas Jesus geralmente coloca
as coisas desta forma para perturbar as pessoas, para que as pessoas possam
parar, sentar e refletir o que tem feito nas suas vidas.
Na parábola que acabamos de ouvir parece que Jesus até está
elogiando aqueles que são maus, mas ele não elogia porque eles são maus, mas porque
eles são espertos. E fez isso de propósito: para fazer com que aqueles que
acreditassem nele estivessem conscientes que as pessoas que vivem no mundo
gastam tanto tempo fazendo coisas ruins, gastam tanto de sua energia para
propostos errados, quanto mais aqueles que são bons e acreditam em Jesus
poderiam fazer para Deus e o seu reino?
Ataque ao Word Trade Center.
Vocês se lembram do incidente de 2001, quando terroristas
atacaram os prédios do World Trade Center?
Quem são essas pessoas? Quem eram essas pessoas que atacaram
esses e outros locais?
Eles não eram pessoas comuns, ladrões ou pessoas más. Eles
eram pessoas bem educadas, inclusive eram pilotos, eles fizeram todo esse
trabalho para destruir esses dois edifícios. E por quê?
Porque eles acharam que eles estavam fazendo a coisa certa,
de acordo com seus sentimentos religiosos. Para eles, matar pessoas inocentes e
até crianças era uma coisa santa. E isso mostra o quanto a mente humana pode
ficar hipnotizada por satanás.
O Cristianismo nos Dias de Hoje.
O Cristianismo o que nos mostra hoje? De um lado há tantas
pessoas que são testemunhas de Jesus Cristo.
Nos primeiros séculos e milhares e milhares de cristãos
morreram como mártires, porque, para a essas pessoas Jesus e seu reinado era
tudo na vida. Hoje ainda há pessoas dispostas a entregar tudo que tem na sua
vida para o Reino de Jesus. Mas Jesus não está se endereçado a apenas poucas
pessoas, mas está endereçando a todos aqueles que se denominam cristãos.
E ele falava naquela época “veja o que os outros estão
fazendo. Veja o que os terroristas estão fazendo”. E eles estão fazendo alguma
coisa má porque, na maneira de pensar dessas pessoas, elas estão fazendo alguma
coisa santa. Mas nós sabemos que nós temos a verdade, nós sabemos que temos a
boa nova de Jesus Cristo. Mas, ainda assim, quão pouco estamos fazendo pelo seu
reinado e o Reino de deus... Através dessa palavra é uma maneira bastante forte
de Jesus nos dizer que nós somos chamados ser tanto discípulos quanto
evangelizadores.
Todo evangelho começa com um chamado para que sejamos seus
discípulos, discípulos de Jesus, e todo evangelho termina com uma ordem: para
que nós sejamos evangelizadores.
Se de um lado nós não podemos ser evangelizadores se antes
não somos discípulos, por outro lado, se você é um verdadeiro discípulo você
será também um verdadeiro evangelizador.
Então, sempre aqui e acolá, o evangelho é como um arco que
vai e vem, uma serra que tem uma movimento pendular. De um lado nos chamando
para ser discípulos e de outro para sermos evangelizadores.
Portanto, se o Senhor nos cura e nos liberta, Ele tem um
propósito por trás disso. Porque então ele quer usar aqueles que foram
abençoados para o seu reinado. E, portanto, o que o mundo precisa hoje é de
discípulos e de evangelizadores.
Por Que e Como Evangelizar?
E nós podemos fazer isso de maneiras tão diferentes!
Há três documentos da igreja que nos chamam a sermos
evangelizadores.
O primeiro é o Concílio Vaticano II, que tem uma linda carta
que é chamada de “o trabalho missionário da igreja”. O segundo é de 1975,
chamado de [Evangelho Anunciante] “a proclamação da boa nova”. E o terceiro
documento de 1990 é ainda mais forte, fala de Jesus como nosso redentor e
aquele que nos chama para evangelizar.
E todos esses três documentos não são apenas uma referência
conceitual, mas sim, documentos que nos dizem que não podemos nos declarar
cristãos se não somos verdadeiros evangelizadores. Como o documento disse, o
evangelizar é a essência do Cristianismo.
Portanto, como nós podemos ir para frente e sermos
evangelizadores?
Uma das passagens em toda a bíblia que me causam grande
impacto na minha vida é o último capítulo do evangelho de São marcos.
Versículos 15-18, quando Jesus ordena aos seus apóstolos primeiro a irem para
todo o mundo. E em segundo lugar, a pregar o evangelho a todas as nações, curar
todos doentes e libertar todos aqueles que estiverem cativos.
Evangelizar Pela Palavra.
Portanto, como podemos nós ser evangelizadores?
Primeira forma: proclamar a boa nova.
A primeira maneira é através de sermos os proclamadores da
boa nova.
A primeira coisa que todo profeta fez quando Deus o chamou
foi abrir a boca e falar.
A primeira coisa que Jesus fez depois do seu batismo no rio
Jordão foi abrir a sua boca e falar.
A primeira coisa que Pedro fez depois da sua primeira
experiência pentecostal foi abrir a sua boca e falar.
Portanto, a primeira coisa a se fazer quando se vai
evangelizar é através da proclamação. Ou seja, que significa que “eu não estou
dizendo alguma coisa de mim mesmo, mas estou repetindo alguma coisa de alguém
que me mandou falar sobre isso”.
Sou como um alto-falante, apenas repetindo aquilo que meu Rei
me pediu para falar. Mas não posso ser um proclamador a não ser que eu saiba
bem a bíblia. É por isso que o documento a respeito da proclamação dos
evangelhos falou, de uma maneira muito incisiva, que a bíblia é a principal
ferramenta para a evangelização.
Apenas imagine um soldado indo para a guerra, para lutar
nessa guerra, sem uma arma. O que é que ele vai fazer lá?
E, da mesma maneira, nós estamos geralmente querendo mostrar
o Cristianismo e falar respeito do Cristianismo sem saber o que a palavra de
Deus contém.
Portanto não se esqueçam das palavras que são ditas no
documento da igreja que colocam para nós que a palavra de Deus, a bíblia, é a
principal ferramenta para a nossa evangelização, o nosso trabalho de
evangelização.
Mas uma pessoa pode dizer é “bem, mas eu ainda não sei a
bíblia tão bem e quero ser um evangelizador”.
Segunda Forma: Testemunho Pessoal.
Há uma segunda maneira para se evangelizar pela palavra e
isto é através do seu testemunho pessoal. Geralmente um bom testemunho pode ter
um imenso impacto sobre as pessoas que assistem e vêem isso. Mesmo no ato dos
apóstolos, quando São Pedro e São Paulo falam, eles estão dando o seu próprio
testemunho.
Mas uma pessoa pode dizer “bem eu não tenho muito o que falar
de mim mesmo, eu não tenho testemunha e, ainda assim, eu quero evangelizar”.
Terceira Forma: Proclamar a Palavra.
Há uma terceira forma de se proclamar a boa nova. É dando às
pessoas que estão necessitadas o que precisam: receber a boa nova.
Literatura cristã, fitas, CDs e DVDs. E aqui nós temos uma
imensa vastidão, temos muita coisa que recorrer para evangelização através da
tecnologia. E temos aqui a Canção Nova evangelizando dessa maneira.
Quarta Forma: Convidar as Pessoas
E ainda há uma quarta maneira: “ah, eu não tenho dinheiro
para comprar um CD, um DVD para ficar dando às pessoas que eu conheço. Não
tenho dinheiro nem para comprar uma pequena apostila para dar às pessoas”. A
quarta maneira é falando para as pessoas que você conhece: “olha vai ter um
encontro semana que vem, de 21 a 23 de setembro. Por que é que você não
vai lá, dar um pulo nesse encontro?”
Quantos de vocês não estão aqui porque alguém convidou você
para vir estar aqui na Canção Nova para este encontro? Levantem a mão quem veio
nesta situação. [e
muitos da platéia levantam a mão] Quase todo mundo! [o padre se surpreende.]
Então esta é a maneira mais simples de se evangelizar. (aplausos.).
Você não tem que saber a bíblia muito bem para isso, não tem
que ter nem sequer um bom testemunho, você não precisa ter dinheiro para ficar
comprando fitas ou DVDs ou CDs.
É apenas abrir a sua boca e dizer: “olha eu ouvi dizer que
vai ter encontro na Canção Nova na semana que vem.” (aplausos.)
Caso: Pregador por Fita [fita cassete]
Há uma certa pessoa lá na Índia que era um homem muito rico.
Ele estava viajando de trem e ouviu falar da Renovação Carismática. Ele era um
católico bom, um bom praticante. Alguém deu para ele algumas fitas, fitas da
Renovação Carismática. E já que era uma viagem de trem muito longa, para poder
passar o tempo, ele colocou uma fita e começou a ouvir. E aí ouviu a fita
inteira.
Depois de ter ouvido aquela fita toda a vida dele já estava
mudada. Ele se ajoelhou e pediu a Deus, a Jesus, para que viesse para a vida
deles. E vocês sabem de quem era a fita? Bom por acaso era minha, mas poderia
ser de qualquer outra pessoa. (aplausos.)
E essa pessoa é um dos maiores evangelizadores da Índia e
também da Europa. Ele começou o seu ministério através das fitas e através da
prática da adoração e agora ele está dando inclusive retiros na Alemanha e na
Austrália.
Ele é um membro do Conselho Nacional da Índia e se vocês o
ouvirem, ele fala do coração dele. Se você quiser vê-lo, ele fala pulando no
palco, ele pega fogo pelo Reino de Deus. Apenas uma fita fez tudo isso. (aplausos.)
Segunda Maneira: Pelo Poder das Orações.
A segunda maneira de se evangelizar não é por palavras, mas
por ações, por trabalho. As pessoas podem não aceitar o que você diz, mas
aceitarão o que você faz, porque eles dirão: “isso que ele faz fala mais alto
do que as palavras dele”.
E é isso que nós chamamos de “ministério de oração pelas
pessoas necessitadas”. Nunca se sabe quando mesmo uma pequena oração por algum
necessitado pode transformar a vida daquela pessoa, fazer com que essa pessoa
se torne não apenas um discípulo, mas um evangelizador também.
E portanto: o ministério de cura e libertação não é apenas um
ministério para ajudar a serem saudáveis e estar OK, é o ministério antes para
ir até a pessoa, encontrar-la e saber quem ele é, qual a sua necessidade e
evangelizá-lo.
Caso: a Garota da Porta.
Há muitos anos atrás houve o segundo congresso em Bombaim na
Índia, perdão não foi o segundo foi o terceiro.
E havia um grande grupo que tinha vindo dos Estados Unidos
para pregar e falar naquele congresso. Era um grupo de doze pessoas. Quando os
americanos fazem alguma coisa eles fazem de uma maneira pomposa, né? Então,
doze deles vieram.
O tópico daquele congresso era “para que eu faça todas as
coisas novas” seguido de um seminário especial para a cura e libertação.
E durante aquele seminário houve muito distúrbio em cima do
salão onde estava acontecendo o seminário, que ficava exatamente numa igreja.
Houve um momento em que o distúrbio foi especialmente tão grande e uma garota
que ficou muito perturbada nessa situação tentou se jogar lá de cima até o
chão. Tivermos segurá-la e depois do encontro eu falei para que eles levassem
aquela moça para o apartamento de um amigo meu.
Então eles levaram-na para aquele apartamento. Ela tinha
vindo de outra cidade com alguns amigos e também havia uma ou duas freiras lá.
E aí começamos a orar por ela.
Aí ela falou assim: “já estou bem” aí ela disse “eu quero ir
para ou banheiro”.
Sabendo como o mal e o inimigo podem nos enganar, eu falei
para as amigas: “se certifiquem, garantam que ela vá para o banheiro que é
sempre usado e não para aqueles que não tem ninguém”.
Mas o inimigo foi tão esperto... e eu até mesmo falei para
elas que quando ela foi ao banheiro alguém tem que ir com ela.
Mas o inimigo foi tão ardiloso que ela, na hora de ir para a
direção do banheiro, ela foi para o banheiro que ninguém usava e se trancou por
dentro.
E aí eu fiquei um pouco em pânico e fiquei pensando: “o que é
que essa moça vai fazer ali dentro?”
Nós ouvimos ela abriu a torneira enchendo um balde com água.
Fiquei com medo dela tentar mergulhar a cabeça naquele balde e tentar se
afogar. Havia uma janela aberta sem nenhuma tranca. Eu pedi que dois ou três
homens descessem para que ficassem prontos para agarrar caso ela se jogasse
daquela janela.
E aí as amigas começaram a falar para ela: “abra a porta!
Abre a porta!”, mas é claro ela não abriu a porta. Porque não era ela, era o
inimigo.
E aí fazer o que? Aí eu pedi para o Senhor: “Senhor, diga-me
o que fazer” e de repente eu percebi que nós não temos apenas a bíblia como
ferramenta para evangelizar, mas nós temos o poder da oração para evangelizar.
Então eu fiz uma oração do lado de fora da porta, ordenando a
aquele espírito maligno que estava naquela moça para deixá-la. E eu fiz até o
sinal da cruz e aí ouvimos então um barulho na dentro do banheiro. Ela caiu no
chão, livre apenas a partir de uma oração simples e a imposição do sinal da
cruz.
Mas quando estava fazendo essa oração as outras meninas
pensaram que eu estava um pouco doido, especialmente quando fiz o sinal da cruz
três vezes, na frente daquela porta fechada, até que elas mesmas ouviram aquele
ruído.
Então, a menina estava sozinha dentro do banheiro e começou a
chorar e a gritar: “abram a porta!”
E ela falava: “padre, porque é que você me fechou aqui dentro
do banheiro?”
Como falar para ela que não tinha sido eu?
Aí as amigas começaram a dizer: “levanta a mão e abra o
trinco!”
E ela falou: “eu não consigo alcançar o trinco, não dá nem
para levantar a mão!”
Então o que fazer? Novamente eu rezei e aí eu me lembrei
daquela linda história no ato dos apóstolos, que nos mostra como a bíblia pode
ser uma ferramenta para evangelizar.
A história de São Pedro, quando ele estava na prisão, e toda
a Igreja estava rezando por ele.
E aí Deus mandou os seus anjos e eles abriram as portas da
prisão, as correntes caíram de Pedro e os anjos trouxeram Pedro para fora da
prisão. E quando Pedro chegou à igreja onde todos estavam rezando por ele, aí
pensaram que se tratava de um fantasma e não queriam deixá-lo entrar.
Aí então eu disse: “Senhor o que é que aconteceu com Pedro eu
acredito que está acontecendo com essa moça agora”.
Porque eu disse: “Senhor, como eu acredito nessa história e
em tudo o que está escrito nela, a mesma coisa deve acontecer agora. Mande seus
anjos para que eles abram esta porta”.
Então eu encostei a mão na porta e aí todo mundo começou a se
perguntar o que é que estava acontecendo comigo: “bom, agora sim, ele está
completamente doido”.
Eu só coloquei o meu dedo na frente da porta, nem encostando,
e eu só encostei a mão no trinco da porta e a porta se abriu. (aplausos.)
A garota ainda estava no chão, eles a pegaram e a levaram
para a cama.
E eu entrei no banheiro sentei no chão e eu disse: “Senhor,
não estou acreditando. Eu não acredito no que aconteceu. O Senhor não deveria
estar fazendo milagres dessa monta nos dias de hoje. Achei que acontecia
só na época dos primeiros cristãos.”
Então, lá dentro no banheiro, sentado no chão, a minha mão
não conseguia nem alcançar a tranca da porta. E aí quando eu tentei até abrir
aquela tranca, ela estava tão enferrujada que foi necessário que o forçasse e
estava até fazendo barulho. [O padre reproduz os barulhos na porta – “nhec,
nhec” e a platéia acha graça.]
E aí aquela garota me disse que quando ela estava no chão
daquele banheiro ela viu uma figura de branco entrando naquele banheiro e
abrindo a tranca. Aplaudam o Senhor. (aplausos.)
Portanto, o poder da oração é a segunda maneira de se
evangelizar. Essa moça é agora, mais uma vez, uma famosa evangelizadora lá na
Ásia.
Terceira Forma: Seu Testemunho
Pessoal de Vida.
A terceira forma dia evangelizar não é pelas palavras e nem
por oração, mas pelo testemunho da sua vida pessoal. O seu testemunho na
comunidade na qual você vive. Porque Jesus mesmo disse: “as pessoas saberão que
vocês são meus discípulos se vocês amarem uns aos outros”. (aplausos.)
Portanto, nós somos chamados a evangelizar tanto pelo nosso
testemunho pessoal como também pelo testemunho de como nós vivemos como família
e como comunidade. E pelos documentos da Igreja, esta é a maneira mais
importante desse evangelizar.
E nós vemos por nós mesmos como há grupos de pessoas que
vivem completamente a vida em Cristo, que nós podemos fazer uma mudança no
mundo que nós podemos mudar no mundo. Uma última história:
Caso: o Filho do Presidente Africano.
Eu estava dando um encontro num certo país da África e havia
um problema naquele país. Era um encontro para todos os líderes de todo o
continente africano que estava sendo realizado num determinado país. E bem no
primeiro dia de abertura daquele encontro, a freira que estava supervisionando
todo o encontro, ela é uma irmãs Loreta da Alemanha, e ela disse para mim que
um jovem queria me ver. Aí eu falei par ela para ele vir aqui depois que o
encontro acabar.
Aí ela voltou e me disse: “mas ele disse que era o filho do
presidente”.
“Bom aí é diferente”. [a platéia, o padre e o tradutor acham graça.]
E aí eu disse para ela “de qualquer forma diga para ele me
vir no dia seguinte”.
E ele veio me ver no dia seguinte e disse que ele estava
estudando nos EUA e aí ele ficou doente e acharam que ele estava doente mental.
Ele foi tratado pelos maiores especialistas em psiquiatria da Inglaterra mas
ele não melhorou nada.
E aí pedi que ele contasse tudo que havia acontecido com ele
enquanto ele estava naquela universidade. E percebi que havia um feitiço
especial que havia sido colocado sobre ele por colegas do seu quarto, talvez
por inveja, porque o pai dele era o presidente daquele país.
Eu rezei por ele por sua libertação e pedi que ele voltasse
novamente no final. Rezei por ele uma segunda vez e aí ele falou para mim:
“padre, há alguma coisa que eu possa fazer pelo senhor agora?”
Aí eu falei: “Bom, eu gostaria de visitar e conhecer um pouco
o seu país antes de voltar para a Índia”.
E aí no último dia ele me levou para ver um parque nacional.
Nós estávamos andando no carro presidencial, havia dois soldados, um na direita
e outro na esquerda. Aquelas luzes vermelhas no carro, e o carro passava por
tudo quanto era sinal vermelho e aí chegamos ao parque nacional, fiquei lá e
desfrutei o local e fiquei algumas horas naquele local.
Aí eu disse: “me leve de volta” porque iria voltar para a
Índia no dia seguinte.
E aí eu vi o carro indo na direção oposta: “para onde você
está me levando?” eu disse.
“Estou levando o senhor para o palácio do presidente do país
porque minha mamãe quer te ver. Porque eu sou o filho favorito da minha mãe e porque
a minha mãe ouviu falar do senhor e gostaria de conhecê-lo. E por isso me
mandou que viesse encontrá-lo, ela quer conhecê-lo mesmo”.
E eu perguntei “por quê?” [e ele respondeu] “apenas para te
agradecer”.
Então nós fomos lá. E aí, no momento em que eu cheguei
naquele palácio presidencial, ela começou a procurar todos os seus filhos que
tinham moradia, que moravam por perto em torno do palácio. Ela tinha oito
filhos.
E à medida que eles chegavam um por um, eles perguntavam:
“mãe porque que você me chamou?” e aí ela falava “não me pergunte, o padre vai
rezar por você”.
Então eu rezei pelos filhos e filhas daquela família. E
tivermos um grupo de oração a noite toda, eles começaram a louvar e a bendizer
Deus e agradecer a Deus porque, inclusive, alguns dos filhos não estavam se dando
muito bem com a mãe. Mas aí eles se transformaram novamente numa família unida
e aí disseram para mim “padre, uma última pessoa para o senhor rezar”.
Eu disse: “tudo bem. E quem essa pessoa?”
Elas falaram: “o papai, o presidente”.
E aí eu falei “ah, então chamem”. Ele estava fora de casa em trabalho.
Conclusão.
Mas isso teve
um grande impacto dos sobre todo o país. Eu não posso contar mais detalhes para
você porque este país é muito conhecido. (aplausos.)
Para terminar vamos concluir com uma última frase. Quando eu
fui de volta para pegar meu avião para a Índia, eles [no aeroporto] me
disseram: “Olha, nós sentimos muito mas o seu avião está cheio”.
E aí a freira que me acompanhava falou para eles: “ele é
amigo do presidente, [risos da platéia] se vocês não me derem um bilhete de
passagem, o presidente vai ficar bravo com vocês. Se vocês não acreditarem
podem ligar para o presidente”.
Aí eles foram lá para dentro, devem ter ido lá ligar,
voltaram e me deram a passagem. (aplausos.)
2007 (2a. temporada)
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